A correr por nada
A fluência do fim
Do mundo
O encanto solstício de verão
A mão
A não.
A negação.
O viradouro de tudo.
A demasia
A letargia
O que encanta
O que enobrece
O que há de bom
Com a gente
Sem ter que florir,
Rumo a sorrir,
Ao ir embora,
Sem palavras,
Sem hora.
O pertencimento ainda
Ha mentira.
A banalização de tudo
A margem que encoa
A franqueza dos sonhos
A versar luz e poesia,
Cantando em branco,
O abismo da palavra,
Aquieta e aflora,
A verdade, sem falar
Sobre a expressão do caminho
Quando ao menos chegar,
Fluir a dizer.
Razões de ser
Raízes de ternura
Abrindo a janela,
Da crença arrojada
Entre a coerência
Primavera seria,
A cadência do luar,
Propor e profanar.
Anjos a bailar
A semente cativa
Fluindo cores de paz,,
No meio do dia,
Em que a mentira crua,
Cria e cura
Razão oposta
Fortaleza da alma
Terreno plano
A nascente Da vida